Filho,
Sinto um turbilhão de sentimentos, se por um lado parece que estamos em câmara lenta à espera do que virá da guerra da Ucrânia, por outro lado sinto que estamos em alta velocidade a tentar apanhar todos os momentos, a sugar tudo, com medo de não saber quando eles podem acabar.
Toda esta situação veio-nos fazer pensar, pensar em como gerimos o nosso tempo e em como damos coisas por garantidas que de um momento para o outro nos podem ser retiradas, falo da simples rotina e ir a escola ou para o trabalho, de ir as compras, de sair e ser livre.
Neste momento muitas pessoas ficaram sem isso. As pessoas da Ucrânia foram obrigadas a mudar a sua vida, e de um momento para o outro perderam tudo o que consideravam certo. As famílias separaram-se, as mães e os filhos fugiram e os pais ficaram para trás a proteger o país.
E para além de todo o sentimento se revolta, injustiça e impotência que sinto, há uma perhaps que não me sai da cabeça... E se fossemos nós?!
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